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Quem tem medo de avião?

Euuuu!

Medo de avião é apelido, eu tenho PAVOR! E nem combina, né, afinal, quem ama viajar como eu depende e muito desse meio de transporte.

Tão seguro, moderno, mas eu morro de medo!


No meu blog pessoal tem uns dois posts sobre medo de avião, que é uma fobia que me persegue há muito tempo. Descobri que tem até nome: ptesiofobia. Eu acho que tenho avião desde que criei alguma consciência do mundo, porque quando era criança minha mãe diz que eu nem ligava, não tinha o menor medo. Minha primeira lembrança de medo de avião vem da minha formatura da escola, quando eu tinha 17 anos. Fiquei morrendo de medo na hora da decolagem, lembro perfeitamente de eu quase quebrar a mão de uma amiga, coitada, rs.


O tempo foi passando e o medo só fez crescer. De tempos em tempos ele melhora, parece que vou vencer esse medo, mas ele volta duas vezes pior... depois que me tornei mãe então, só aumenta praticamente. Dizem que é meio normal a gente ter mais medo depois de termos filhos. Uma amiga é comissária de bordo e diz que existem muitos casos lá na empresa dela de mães que criam pânico de avião, ficam com medo de voar. Eu pude comprovar, porque realmente meu medo piorou muito depois da maternidade. Acho que fico com medo de faltar para meus filhos ou deles sofrerem ou de não viverem tudo o que tem para viver. Sei lá, é uma piração que, honestamente, eu não gostaria de estar passando.

Já me peguei mudando roteiro de viagem para poder fazer tudo de carro. Já pensei em tomar um remédio forte para voar, mas fiquei com medo (fora as crianças para cuidar, né?). Já pesquisei muito sobre como um avião funciona e tudo flui bem, até chegar na parte dos acidentes. Acabo lendo e me apavorando em dobro.



Eu penso em ir atrás de um psicólogo ou algum tipo de ajuda porque mesmo lendo muito sobre o assunto, mesmo sabendo que as chances de morrer num acidente de avião é de 1 em 11 milhões, que o avião é o segundo meio de transporte mais seguro do mundo (só perde para o elevador), que a chance de sofrer um acidente de carro é de 1 em 5 mil e mesmo assim eu amo pegar estrada e não tenho o menor frio na barriga por isso (ainda bem, né, só me faltava ter medo de carro também, rs).

Leio, releio dicas de como perder o medo de avião, converso com ex-medrosos e pego suas dicas de ouro que os ajudaram e nada. Meu medo só aumenta. Como diz uma amiga querida e também medrosa "se um avião cair, tem que ser comigo dentro", rs. Que mórbido, né? Por isso preciso me tratar, nem sei se tratar é a palavra certa, mas preciso de uma ajudinha, até minha mãe disse isso. Ultimamente quando pego avião, meus pés e mãos suam muito, ficam gelados, eu fico com náusea, não relaxo. É quase uma crise de ansiedade. E piora porque tenho que ficar de olho nas crianças, tento fechar o olho, relaxar, mas quando vou ver um quer ir ao banheiro fazer xixi, a outra está tentado correr pelo corredor do avião e meu plano de ignorar que estou num avião vai por água abaixo!

E é isso. Um post desabafo, rs. Se você se identifica, me escreve. Se você tem dicas de ouro que te ajudaram, me escreve. Se você fez terapia e ajudou, me escreve. Por favor. Porque isso tá mesmo me atrapalhando e para quem tem alma viajante como eu, está virando um problemão!

Meu filho me dá (muito!) trabalho nas viagens

Fiz esse post para desabafar e consolar pais que, como eu, amam viajar, mas tem filhos levados que só! 

Quando leio posts dos colegas blogueiros, na maioria das vezes, vejo o pessoal relatar o quanto os filhos gostam de viajar. Tem horas que me sinto alienígena, a mãe do menino que só faz bagunça! Existem até blogs focados nas viagens de determinada criança, tipo o da querida Renata, o Maria Aqui e Ali (gente, eu adoro esse blog, vale a visita!). 

Eu tenho dois filhos, um menino de quase 5 anos e uma menina de 1. A bebê dá trabalhos típicos da idade: corre, brinca, não tem juízo nenhum, por isso não podemos desgrudar o olho. Não dá trabalho tipo birra (ainda, rs), o trabalho é mais físico mesmo, correr atrás, carregar no colo para subir uma escada ou quando tira uma soneca. Meu mais velho parece que chegou numa adolescência precoce, não quer mais passear, logo quer ir embora, faz umas birras sem pé nem cabeça. Sei que ele é pequeno ainda, que deve ficar cansado e esse é o jeito dele demonstrar suas emoções, além de estar se adaptando à chegada da irmãzinha e ter um pouco de ciúme. Mas que é cansativo mentalmente, isso é!

Mas tudo não está perdido, meu filho AMA a Disney e pede sempre para voltar (de bobo não tem nada, né, Brasil?). Quando vamos em família para Orlando, ele fica quase que o tempo todo um amor e curtindo tudo! Em outubro do ano passado fomos antes do meu marido, fiquei dois dias praticamente sozinha com os dois e ele se comportou bem. Depois, mesmo com meu marido junto, fizemos alguns passeios a sós (eu, ele e a irmã) e ele teve um comportamento exemplar! Fomos ao Magic Kingdom e ao Legoland só nós três e ele me ajudou MUITO! Empurrou carrinho, me ajudou com a mochila, não saiu de perto de mim.

Como estou em casa por uns tempos para cuidar mais dos pequenos, estou com uma disponibilidade maior para viajar. Meu marido não consegue me acompanhar e eu acabo indo com a minha mãe e percebemos que o pai faz muita, mas muita falta para ele nas viagens. Ele sente saudade do pai e obedece mais o pai, então essa combinação resulta num stress danado. As últimas viagens que fizemos sem meu marido foram ótimas, a gente passeou muito, comeu bem, mas meu filho fez muitas birras, deu muito trabalho mesmo. Percebi que foi frustrante pra ele e para nós... ele não tinha tanta vontade de passear e tivemos que moldar totalmente a viagem a ele. Sei que quando viajamos com crianças não podemos fazer todo tipo de programa e passeio, mas ele geralmente tolera alguma coisa "chata" para criança. Ultimamente não tem sido assim, infelizmente.

Por isso, resolvi continuar passeando e viajando, mas mais quando meu marido tiver oportunidade de ir conosco, para ajudar a cuidar e dar atenção para nosso pequeno adolescente. Voltamos de uma viagem essa semana que foi um misto de maravilhosa com exaustiva por conta do mau comportamento dele e isso me fez repensar muitas coisas. Ele é a criança e eu sou a adulta. Ele é meu filho, precisa do meu bom senso e discernimento. E eu percebi que não fez bem a ele impor uma viagem sem o pai e fim. Sei que ele é pequeno e tem que me "obedecer", me respeitar. Mas também devo respeitar os sentimentos e vontades dele, dependendo do motivo. E ficar longe do pai uma semana não fez bem pra ele, ele sofreu e não foi legal.

Continuarei com as viagens com meus filhos e minha mãe, mas com menor duração. Combinamos de ir em viagens de fim de semana apenas, até sentirmos que dá para investir em algo mais longo. Ano passado fui com minha mãe e os filhos para NY e foi fantástico! E olha que só fizemos coisas "chatas", museus, Empire State, restaurantes, muita andança pelas ruas. Me dá arrepio só de pensar em fazer isso atualmente, acho que ele enlouquece nós duas, hahaha!

E que essa fase melhore e que ele cresça e não fique como meu irmão, que dá um braço para ficar em casa, detesta viajar (vou fazer até promessa nesse caso, rs!).

Alguém se identificou ou fui premiada mesmo, rs?

Top 5 - Retrospectiva 2015, Nossas Melhores Viagens!

Oi, gente!

Esse ano eu pus em prática duas coisas que queria muito: ser mãe e viajante em tempo integral!

#5 - Buenos Aires/Argentina

Buenos Aires é um destino querido aqui em casa! Por mim, iríamos para a capital do país dos hermanos uma vez por ano pelo menos. Demoramos mais que isso, afinal, a última vez que pisamos em Buenos foi há três anos! Adoramos sair para comer fora (gordinhos de corpo e alma, cabeça gordinha e feliz, rs!) e amamos a comida portenha, é o único lugar fora do Brasil que tem comida boa mesmo (que já provamos, claro, ainda falta um mundão pra conhecer). Buenos Aires tem um zoológico bem bacana, praças, restaurantes ótimos e de todos os preços, o lindo Puerto Madero... amamos!


#4 - Tour pela Flórida em família


Em sentido horário, a partir da foto superior a esquerda: em Hogsmead (Island of Adventures), Arthur Minion (Island of Adventures), Rafa e a princesa Aurora (Disney's Magic Kingdom), fazendo sua primeira tattoo (em Key West)

Essa viagem foi especial por vários motivos: primeira vez da Rafa na Disney, família quase toda reunida passeando, Arthur aproveitou demais todos os passeios, conhecemos a linda Key West... foi muito bom e eu voltei mais encantada ainda pelo Sunshine State!


#3 - Gramado/RS

Essa viagem foi uma armação da minha mãe, avó coruja que só! Ela queria porque queria levar as crianças para ver o Papai Noel, em especial o Arthur, que ainda acredita demais no bom velhinho. E ela acertou: Arthur AMOU a viagem! A cidade de Gramado fica um espetáculo para receber os turistas, investem pesado e tudo fica realmente lindo, tem até neve artificial para encantar mais ainda! Fora as comidinhas deliciosas de lá, hummm!


#2 - Halloween na Flórida/EUA


Boo! Camila's Restaurant em clima de Halloween! 

Os americanos sabem MESMO comemorar o Halloween! E eu amei poder ter visto de perto essa festa toda e o melhor, ter levado as crianças para ver também! Arthur ficou simplesmente encantado com a quantidade de casas decoradas, as abóboras espalhadas pra todo lado, teias de aranha, bruxas, gatos pretos. Aproveitamos para ir ao Halloween do Magic Kingdom e a Disney realmente se supera, estava perfeito! Decoração impecável, entregas de doces dentro do parque, desfile de vilões... amamos!


#1 - Nova Iorque/EUA



O primeiro lugar não poderia ficar para uma cidade que não fosse NY! Essa é uma das cidades-sonho da minha vida, junto com Paris e Londres (um dia eu conheço essas duas!) e foi maravilhoso poder realizar essa vontade junto com meus filhos! Amei cada quadradinho que pisei lá, as luzes ofuscantes da Times Square, a imensa e linda Disney Store, a super loja da M&M's, o lindo Central Park, os interessantíssimos museus de História Natural e o Metropolitan, subir no Empire States, ver a Estátua da Liberdade de pertinho, comer os melhores cupcakes e pizzas maravilhosas... essa viagem ganhou um espaço imenso no meu coração, lembro com muita saudade de tudo que conheci, não vejo a hora de voltar! Para matar a saudade, escuto Empire State of Mind, da Alicia Keys. Nos primeiros acordes, já abro um sorrisão... e olha que eu nem gostava dessa música! Fecho os olhos e lembro de eu estar andando na Times Square, lotada, sábado a noite, um carrão imenso e branco passou tocando essa música no último volume, o motorista era um coroa de chapéu country branco também... consigo até sentir o cheiro, o ventinho que batia no rosto... ai, NY, um dia eu volto pra vc =)

E aí, gostou da lista? Espero que sim! Obrigada e até a próxima e claro, um feliz 2016 cheio de saúde e viagens para todos nós!

Dia de Cinema - O Pequeno Príncipe

Oi, pessoal!

Olha, antes de tudo, esse filme foi a maior surpresa que tive em relação a cinema nos últimos tempos: que filme LINDO! Explico: levei as crianças ao pediatra e acabamos pegando o rodízio municipal de veículos. Entramos no shopping para esperar o rodízio terminar e meu filho Arthur pediu para ver O Pequeno Príncipe. Topei para matar tempo e acabei assistindo um dos desenhos mais lindos que já vi!



A animação francesa conta a história de uma menina que vive com sua mãe, uma mulher cheia de planos de vida para a filha e que deseja que ela ingresse numa conceituada escola. Enquanto a mãe trabalha, a menina passa o dia todo em casa, sozinha, com mil obrigações como estudar, se exercitar, entre outras coisas. Numa tarde, seu estranho vizinho deixa uma hélice de avião entrar em sua casa, abrindo um rombo enorme no muro que divide as casas. Ela decide então conhecer o tal vizinho, que é um senhor que foi aviador. Juntos, eles passam tardes brincando, enquanto ele conta a história de um pequeno príncipe que vivia em um asteroide no espaço.

O filme tem várias passagens do livro de Antoine de Saint-Exupéry e vale cada minuto sentado na sala de cinema! Apesar de assistirmos legendado, Arthur também adorou o filme, que tem um toque de aventura, mas que agrada e muito os adultos!

Assista ao trailer aqui!

"O essencial é invisível aos olhos".

Obrigada pela leitura e até o próximo post!